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Astarte Assessoria de Arte, sociedade civil constituída em 1984, entre a escritora Luci Collin e a pianista Salete Chiamulera, para realizar, entre outros eventos, produções culturais “integrando” a vivência da música e da literatura.

“A Astarte somos nós “, com esta frase compartilhávamos quem era e o que era aquela empresa. (Estes nós foram muito bem atados, fortes e produziu muita arte ...)

Alguma produções

Lançamento do Livro e do Jornal Estarrecer com concerto rotativo

“O Ingresso é o livro” – recital de piano com leitura de poemas

Schumann traduzido

O Compositor en/cena

Nazareth erudito/popular?

Dialogismos

Cromatismos

Sonans (performance da Sonata n 1 – José Penalva , com textos de Luci Collin.)

A seguir, texto completo - Sonans.

SONANS

  

TEXTO 1

 

não o sentido absoluto

tampouco o tudo

 

só esta certa presença

que não pretende

que não pergunta

nem responde

 

livre da voz

livre do tempo

mais do que livre

  

TEXTO 2

 

o todo implícito

 

no fragmento

 

  

TEXTO 3

 

por precisão de exercício

por precisão de entendimento

inventei precipícios

desmoronamentos

por precisão de intercurso

inventei acordes diminutos

sons incomodativos

  

TEXTO 4

 

mas depois cansei

das olheiras

das alegorias

redundei nas pretensões do que é

fundo

do que vai ser

mesmo

  

TEXTO 5

 

mas depois cansei

das olheiras

das alegorias

redundei nas pretensões do que é

fundo

do que vai ser

mesmo

 

TEXTO 6

 

e depois cansei

da tal história

de ambos

os lados a serem considerados

ri

e comi o último pedaço

sim, sem pedir licença

  

TEXTO 7

 

sinto mas não sei o que dizer

reparti o pão

reparti o pão em mil pedaços

era pra dar pra todo mundo

mas na calada da noite

nas horas mortas

nas horas silenciosas

os ratos

ratos inteligentíssimos

ratos astutos

ratos mesmo

vieram

surrupiaram

subtraíram

profanaram

 

ora

por precisão de sobrevivência

sejamos lúcidos

se necessário mentindo

fingindo

crendo

que as migalhas têm também

a essência

a integridade

a inteireza

do pão

verdadeiro

 

TEXTO 8 A

 

para sobreviver ao céu

e à terra

inventei enredos onde

sempre-vivas ensaiavam

estertores

 

TEXTO 8 B

 

olhei para os lados

acima

abaixo

o grande

o imenso

olhei para longe

 

TEXTO 8 C

 

olhei por dentro

e vi em preto-e-branco

as cores mesmas

 

TEXTO 8 D

 

mas nem tanto

escuro e azul

sagrado e divertimento

adeus e algo impensado

terra e céu

percebo que

não faz nem mal

e nem mesmo

ficar sem enredo

ficar sem sentido

ficar sem troco

ficar sem ser

 

isto mesmo

 

TEXTO 9

 

o todo implícito

 

no fragmento

 

 

 

TEXTO 10

 

ri

e comi o último pedaço

 

sim, sem pedir licença

  

TEXTO 11

 

crendo

que as migalhas têm também

a essência

a integridade

a inteireza

do pão

verdadeiro

 

  

TEXTO 12

 

a reza que eu sei

é sem palavras

é só aquele silêncio

fundo

que saberá a brisa

definir

que saberá a estrela

recompor

que saberá a lua

em seu aparente desconsolo

suportar

mas que eu

precária e sedenta criatura

cansada de adjetivos

exausta de estratégias

    - minúsculo vocabulário –

       tenho em mistério

 

TEXTO 13

 

a reza que eu sei

é insipiente

é sem som

é só aquele espanto que brota quando

por um momento

suprime-se a lógica

e as armas caem

reconhecido o ridículo dos votos

a limitação dos obrigatórios

 

procede, rara entrecena,

quando se vence o cansaço

dos gestos cotidianos que acumulam

passividade e o estéril

quando se vence razões

perpetuadas em sua disciplina

oca

  

TEXTO 14

 

a reza que eu sei é triste

talvez

e perdoa-se que seja

em parte ineficiente

mas mesmo não sendo método

mesmo não sendo fórmula

tem uma ação que eu enxergo

 

que mesmo não sendo reza

transmuda o negror imanente

na cor mais plena

do Verbo.

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